Moradores de Rua

Voltando ao assunto relativo aos moradores de rua, vi duas notícias interessantes que pretendo comentar:

1ª Com ajuda, moradores de rua se recuperam em SP

“Pelo menos 30% dos moradores de rua que recebem apoio de ONGs e órgãos do governo conseguem se recuperar e voltar a levar uma vida normal, com casa e trabalho. Os dados são da secretaria municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Atualmente, segundo levantamento da secretaria, há cerca de 13 mil moradores de rua na cidade de São Paulo.

O caminho de volta para a sociedade é complexo. Além de apoio, essas pessoas precisam ter esperança e de um encontro transformador – diz a psicóloga Aparecida Magali de Souza Alvarez, especialista que acompanhou, por 10 anos, grupos de moradores de rua da capital.

A situação miserável em que vivem, a higiene precária e a violência a que são submetidos dão a sensação de que não há qualquer perspectiva para essas pessoas. Mas a decadência que parece definitiva pode, sim, ser revertida.

A notícia é interessante no sentido de revelar que é possível a solução do problema de tais pessoas. Claro que isso requer interesse e investimento, mas é possível.

2ª Água para afugentar moradores de rua

“Madrugada da vergonha :O caminhão-pipa chega devagar, pára em frente à Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, no Largo do Pátio do Colégio, ao lado do que foi a primeira construção da história de São Paulo.

Na entrada do prédio de mármore, um grupo de moradores de rua dorme. Alguns ao relento, outros protegidos por cobertores finos. Pedaços de papelão espalhados no chão ajudam a evitar o frio.

Os funcionários da prefeitura começam a limpar o local. Sem cerimônia, molham os degraus de acesso ao edifício, bem ao lado dos que estão dormindo. A água explode no chão e levanta uma nuvem que cobre todos. O jato não é disparado diretamente em quem está dormindo, mas molha o material que protege do chão frio.

A operação, flagrada pelo repórter fotográfico Lumi Zúnica, na madrugada de 31 de janeiro, quinta-feira, é vista como uma violência pelos que dormem na rua. “A gente não é lixo. Eles tratam como se fosse, mas a gente não é. Eles jogam água pertinho de onde a gente dorme. É claro que incomoda. Não adianta limpar assim. Não vamos sair”, reclama Wando Cavalcanti da Silva, de 27 anos, um dos moradores de rua.

Indignado, ele descreve ações da Prefeitura contra os que vivem nas calçadas, lista endereços, fala de blitzes envolvendo fiscais, funcionários da limpeza e guardas civis, dá datas e horários em que as ações acontecem. “É rotina já. Sempre acontece nos mesmos dias. Tem gente que anda até com calendário para evitar a água”.

É, parece que os ‘Governos’ governam também apenas para algumas classes. Aqui em Sampa a propalada reforma da Praça da República deu o que falar, haja vista que foram criados bancos ‘anti-moradores-de-rua’, sem mencionar também o fechamento dos viadutos como medida ‘anti-mendigo’, isso tudo com apoio dos governos e mediante leis autorizadoras!

É, nossos ‘políticos’ têm demonstrado enorme sensibilidade e capacidade de administrar e resolver os problemas sociais!

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