04/01/2005 Vamos mudar o Movimento Estudantil

04/01/2005

Vamos mudar o Movimento Estudantil

Desde cedo me envolvi no movimento estudantil, ainda muito cedo me decepcionei com ele. Contudo não desisti.

O principal motivo de minha decepção foi o partidarismo. Não me refiro somente ao partidarismo de partidos políticos, mas também aos de grupossectários que se unem por interesses ideológicos ou de poder. Nessa época descobri que a democracia conforme posta era apenas um engodo para legitimar golpes ocultados que aconteciam a todo momento.

Num segundo instante comecei acreditar que somente o,dialogo poderia dar sentido ao movimento estudantil bem como qualquer outro movimento social. Nesta época eu não sabia o quanto pesava as verdades individuais e os pontos de vistas que cada pessoa por sua experiência pessoal tem e é sem duvida uma verdade, que deve ser considerada. Assim acrescentei ao dialogo, a tolerância, a transparência e a coerência. Sei que isso se aparenta muito ao Humanismo, não me refiro à abordagem Rogeriana ou de Maslow, me refiro à linha filosófica, que diferente da positivista, não é determinista e admite por conseqüências de suas premissas a democracia. Na prática isso representa algo diferente do que vem sendo feito no movimento estudantil ao longo do tempo, quando meia dúzia são conscientes, duzentos são agitadores alienados, e um tanto não quer nem saber de participar, sendo apáticos a qualquer mobilização. Acredito que esses apáticos, que também são importantes, devem ser respeitados por terem seus motivos. Em grande parte por causa dos duzentos alienados que tomam simplesm,ente a causa sem saber o que se trata, sendo facilmente instrumentos de manobras para legitimar o golpe bem ou mal intencionado -Uma amiga minha chama esses de inocentes úteis.

Ao meu ver o dialogo, o não apego às idéias próprias, a tolerância e a tran,sparência entre todos os membros de um movimento devem ser mais valorizados que os gritos agitadores e entusiastas que levam não a consciência, mas a baderna e o desentendimento. Neste dialogo todos devem ser passivamente ouvidos sem exaltação de ânimos,,principalmente aqueles apáticos ao movimento, porque queira ou não eles também serão afetados e afetandos.

Eu sei que essa tática é muito pouco entusiasmante e de efeito muito lento, mas é a que mais valoriza a verdadeira democracia e o direito a indiv,idualidade.

Acho muito importante aqui discutirmos um novo movimento estudantil que passe longe desta forma que mais serve para legitimar barbáries que para representar os estudantes. Não podemos aceitar absurdos legitimados por esse esquema injusto qu,e nomeiam erroneamente de democrático. Dá para fazer democracia de verdade. Vamos?



Leonardo Duart Bastos

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