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Pensar é diferente de ter pensamentos

Pensar é diferente de ter Pensamentos      Pensar sobre um problema pode ser uma armadilha ou uma ajuda. Existem duas formas de lidar com algo que está nos incomodando, despendendo forças interiores e nos impedindo de ser feliz.       A diferença reside em principalmente em ter pensamentos e pensar.     Ter pensamentos é uma função imaginativa, onde repassamos o problema como uma novela mental reproduzindo os estados emocionais em nossa psique e sofrendo novamente. Algumas vezes ficamos pensando que deveríamos ter falado assim ou assado, que deveríamos ter feito isso ou aquilo outro. Nesta masturbação mental sodomista não alcançamos solução nenhuma, não mudamos o passado e ainda sofremos repetidas vezes.      Já pensar o passado é o ato de repassar as experiências, tentar entender o que aconteceu, o que da experiência vivida é seu o que é do outro e o que a partir dali pode ser feito ou não pode ser feito. Também abre es...

Andarilho

Os rostos me assustam, quando se tornam comuns.  Quando passo a ver neles além do que eles são, enquanto paisagem.  Os lugares me cansam, quando não mudam aos meus olhos e me forçam a dar sentido a eles. Gosto de andar.  Gosto de este andar que coloca em linha reta pensamentos, que não sei muito bem se os tenho ou não.  Alias, quando ando meu andar são meus pensamentos. Minhas roupas são sempre as mesmas, isso sim não muda, pois são o que eu sou.  E sem elas, não sou ninguém não tenho identidade. Minha família sou eu mesmo.  Nasci de uma mulher, mas não quero falar sobre isso para não ter que lembrar de uma dor, que não sou capaz de suportar. Meu nome nem quero ouvir.  Não preciso dele, ele me limita, me prende a um lugar e a pessoas que não reconheço mais. Dizem que ando porque fujo de mim, mas fujo na verdade dessas pessoas que querem me prender em seus conceitos. Tenho o sol por meu pai, que me guia durante o dia, sem me cobrar nada,  A...

Um olhar mais cuidadoso sobre o Monstro:

Wellington Menezes de Oliveira e as Vítimas de Realengo Sozinho, tímido e com muita dificuldade de fazer amigos, lidar com a rotina social, ele andava cabisbaixo. Não tinha outros amigos se não aqueles que conhecia na internet. Eram dias e noite vivendo em um abismo sepulcral. Sem ninguém para conversar, dividir as angustias, sonhos e frustrações. Frustrações principalmente com as mulheres, as que ele nunca pode tocar. Era virgem. No começo porque não conseguia chegar em nenhuma menina para conversar, depois para encobrir seu fracasso, e para não lhe pesar tanto, passou a convencer-se que era por opção. Seus pais biológicos ? ? Uma mãe esquizofrênica. Seus pais de criação, falecidos. Demais parentes tão distantes quanto a vizinha que nem sabia seu nome. Para todos não era ninguém. Ninguém notava seu andar cabisbaixo, seu sofrimento no rosto seus olhos tímidos e menos ainda o mundo que estava criando para sí. Era difícil de mais tolerar as lembranças do mundo real. Na escola...